O sistema de produção

 

            A produção de suínos ao ar livre, designada pelos Anglo-saxónicos "camping system", apresenta vantagens, comparativamente ao sistema de produção em confinamento. O investimento em construções e equipamentos é reduzido, sendo necessárias cabanas individuais, de parição/lactação, e colectivas, para os restantes animais, bem como uma zona de sombra, para fazer face aos rigores da época estival. A rusticidade das raças utilizadas permite prever taxas de mortalidade aceitáveis. A utilização de factores de produção (mão de obra e energia) é reduzida; não há qualquer tipo de aquecimento durante a fase de cria dos leitões, os animais são alimentados uma vez por dia e as matérias primas utilizadas na alimentação podem ser mais baratas.

            O animal adulto ocupa uma área assinalável (superior 750 m2), o que permite a redução do impacto negativo a nível ambiental (ausência de efluentes concentrados e de cheiros). Contudo, quando as condições do solo favorecem a infiltração (solos arenosos e com elevada permeabilidade, torna-se necessário despistar qualquer contaminação ambiental provocada pelos dejectos dos suínos, devido à sua natureza.

            No sistema de produção ao ar livre os suínos podem ocupar solos com declive inadequado às actividades agrícolas, pedregosos e de estrutura delgada, que constituem a maioria na zona de implementação da exploração. Esta característica pode favorecer a fixação de populações nas zonas desfavorecidas, possibilitando aos produtores um valor acrescentado pela utilização de zonas geográficas marginais, dificilmente valorizadas com outra actividade agro-pecuária.

 

 

Unidade de produção

 

            A unidade produtiva ocupa uma área de cerca de 3,5 ha, divididos em 6 parques: 2 de parição/lactação, 2 de cobrição/gestação, 1 para varrascos e outro para recria de leitões. Na entrada da suinicultura, junto à área de apoio, existe um parque de quarentena.

            Todo o ciclo de produção decorre ao ar livre, em parques dimensionados tendo em conta a taxa de ocupação nas diferentes fases do ciclo produtivo. Os parques são delimitados por cercas em rede apropriada. Cada parque dispõe de comedouro e bebedouro.

            Em cada parque de lactação são colocadas cabanas modelo "maternidade" (uma/porca/ninhada), cobertas com chapa ondulada, com as dimensões de 1 m de altura, 1,60 m de largura e 2,80 m de profundidade. No interior das cabanas é colocada palha, para protecção dos leitões, numa espessura superior a 10 cm, renovada semanalmente em especial durante os meses mais frios e chuvosos.

            Nos parques de cobrição, que também são utilizados durante a gestação, são colocadas cabanas colectivas (uma/parque), com as medidas de 1 m de altura, 2,40 m de largura e 4,80 m de profundidade.

 

 

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